A corrosão marinha e o preço da ausência de manutenção preventiva
O ambiente marinho é implacável com estruturas metálicas. Durante décadas, a Ponte Hercílio Luz sofreu com a falta de um plano de manutenção contínua e adequado à agressividade do ar salino. A corrosão avançou silenciosamente sobre elementos vitais, enquanto o aumento das cargas de tráfego acelerava o desgaste da fadiga do metal.
O ponto de ruptura — literal e simbólico — ocorreu em 1982. Após inspeções técnicas detectarem um olhal rompido, a estrutura foi totalmente interditada por risco iminente de queda. Houve uma tentativa de reabertura parcial em 1988 para veículos leves e pedestres, mas a fragilidade estrutural era evidente. Em 1991, as portas se fecharam definitivamente, mergulhando a Hercílio Luz em um hiato de 28 anos, período em que se tornou um “monumento ao abandono”.
Próximo episódio: Tentativas frustradas e o ceticismo do mercado.























