A entrada do grupo português Teixeira Duarte trouxe o know-how necessário para a troca das 364 barras de olhal.
Texto: A virada de chave ocorreu em 2016. O grupo português Teixeira Duarte, através da sua subsidiária Empa, assumiu a obra sob um planejamento técnico rigoroso e supervisão da RMG Engenharia. A estratégia foi brilhante e audaciosa: construir uma estrutura metálica provisória sob o vão pênsil — a “ponte segura” — para suportar o peso da estrutura original.
O coração da operação foi o macaqueamento. Utilizando macacos hidráulicos sincronizados de altíssima precisão, a equipe técnica elevou gradualmente a ponte milímetro por milímetro. Esse procedimento técnico “anestesiou” a estrutura, transferindo as tensões de toda a estrutura metálica para a estrutura metálica provisória.
Com a carga aliviada, todas as 364 barras originais foram cortadas e substituídas. Foi uma operação de altíssimo risco, onde qualquer erro de cálculo poderia ser fatal para o patrimônio e para a segurança dos trabalhadores.
Próximo episódio: O acompanhamento técnico das entidades de classe.






















