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Brasil tem burocracia de mais e alta rotatividade em vagas de emprego

O Brasil que bate no peito e urra aos quatro cantos o fato de já estar próximo do pleno emprego — quando quase a totalidade da População Economicamente Ativa (PEA) está no mercado de trabalho — também é o país da rotatividade da mão de obra. Anualmente, de cada duas pessoas com carteira assinada, uma pede demissão ou é demitida de suas funções, quadro sem paralelo no planeta. Mas, ainda que essa dança de cadeiras seja reflexo de uma economia em expansão num mundo em crise, os custos impostos ao setor produtivo acabam minando parte da produtividade que poderia ampliar a força do país na competição internacional.

Ao mesmo tempo em que encara uma rotatividade recorde, o mercado de trabalho transita em um emaranhado de regras. Calcula-se que o cipoal regulatório, construído a partir de 1943 com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), seja composto hoje por 2,4 mil normas e leis. Quer dizer: em vez de facilitar a vida das empresas, reduzindo os custos de contratação e de demissão, o Estado se sente no direito de, a todo momento, fazer remendos numa legislação que mantém o país na 121ª posição de um ranking de competitividade elaborado pelo Fórum Econômico Mundial com 142 nações. Mas não é só: para manter tal estrutura burocrática, o Brasil gasta R$ 10 bilhões apenas com a Justiça trabalhista. Fonte: Correio Brasiliense

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