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Segundo estudo divulgado em fevereiro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, os R$ 78 bilhões reservados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ao setor elétrico serão insuficientes para garantir o suprimento de energia daqui a dois anos. O trabalho afirma que o Brasil caminha para um déficit em 2010 equivalente a 13,4 mil megawatts (MW), potência superior à da usina de Itaipu. Santa Catarina já sofreu com os apagões e continua a temer que aconteçam novamente, principalmente em épocas de alta temporada, quando as cidades catarinenses recebem grande número de turistas.
Por isso, o Estado já tem recebido investimentos em várias localidades para implantação de opções melhores de geração de energia limpa, ou seja, em harmonia com o meio ambiente e em prol do desenvolvimento sustentável. Em julho, o governador Luiz Henrique entregou a liberação da 35ª Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no município de Bom Jesus, na Bacia do Rio Chapecó. Outras duas outorgas deverão ser concedidas nos próximos dias. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Onofre Agostini, as obras para construção das PCHs dinamizam as economias em cada local, aperfeiçoando a descentralização da matriz energética para o desenvolvimento do Estado. Esses empreendimentos, somados, representarão um investimento de R$ 800 milhões.
Agora as cidades de Santo Amaro e Águas Mornas estão sendo beneficiadas por seis PCHs que gerarão energia suficiente para atender a 60 mil pessoas, contribuindo para arrecadação de impostos, ativando o comércio e o turismo da região. Além da geração de empregos, as PCHs podem inclusive fortalecer o Estado e os municípios no mercado de créditos de carbono - a que dão direito. A geração de energia elétrica em PCHs é incentivada pelo o governo federal através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica.
Hélio João Machado, engenheiro eletricista e diretor técnico do projeto de implantação das PCHs em Santo Amaro e Águas Mornas
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