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FERROVIAS: GRANDE ALTERNATIVA |
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No Brasil, o grande empreendedor no ramo de ferrovias foi Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), mais tarde Barão de Mauá, que recebeu em 1852 a concessão do governo imperial para a construção e exploração de uma linha férrea, no Rio de Janeiro. Até a década de 1950, o transporte ferroviário era valorizado, de certa forma, pelo governo brasileiro e o Sindicato dos Ferroviários era muito forte.
A malha ferroviária brasileira foi implantada com o objetivo de interligar vários estados do Brasil, principalmente regiões próximas aos portos de Parati, Angra dos Reis e porto de Santos.
Na época de seu mandato, Juscelino Kubitschek preferiu investir nas rodovias ao invés das ferrovias, devido ao interesse político que existia na época em trazer uma indústria automobilística para o país. A partir daí, essa política continuou nas décadas de 60, 70, e 80.
A indústria automobilística, de petróleo e outros interesses representam uma forte influência sobre o governo, impedindo o desenvolvimento de ferrovias. Comparando as condições atuais da malha ferroviária, com o período da desestatização, os índices apontam um crescimento na recuperação das atividades ferroviárias no país. O custo do frete cobrado pelas operadoras nas ferrovias é 50% mais barato em relação ao transporte rodoviário. Além disso, as ferrovias oferecem rapidez e resistência a grandes cargas, como por exemplo, matérias-primas de empresas petroquímicas. Em 2008, o governo federal anunciou a construção do Trem de Alta Velocidade, no trajeto Rio-São Paulo, incluindo o projeto no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). É a retomada do investimento na malha ferroviária do país.
Antonio César Gargioni Nery, economista e administrador
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