Governo antecipa o FGTS para maio

Sindicatos vão avaliar plano de adesão até segunda

O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, apresentou, ontem, a lideranças sindicais, a proposta para o termo de adesão que os trabalhadores terão que assinar para receber, em maio de 2002, a diferença da correção monetária expurgada dos depósitos do FGTS nos planos Verão e Collor 1.

Os presidentes das centrais sindicais ficaram de encaminhar, até segunda-feira, sugestões para o termo de adesão. O ministro deseja distribuir o termo de adesão por todo o país a partir de setembro. Dornelles disse, na reunião com os dirigentes sindicais, que o governo está fazendo um “enorme esforço” para tentar antecipar, para o mês de maio, o início do pagamento da diferença do FGTS, anteriormente previsto para junho.

Receberão o pagamento primeiramente os trabalhadores com direito ao recebimento de até R$ 1 mil.

O presidente da CUT, João Felício, quer que os trabalhadores só assinem o termo de adesão depois de saber quanto têm a receber. Do contrário, segundo Felício, estariam assinando um cheque em branco para o governo.

A Caixa Econômica Federal só terá condições de fornecer os extratos das contas vinculadas do FGTS em abril do próximo ano. Para diminuir os custos, a CEF incluiu, no contrato de adesão, dados do trabalhador, como endereço, número do PIS/Pasep, data de nascimento e outros.

Jornal Diário Catarinense - 23/08/01